A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15), a manutenção da suspensão de lotes específicos de produtos da marca Ypê. A medida atinge detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com final de lote “1” fabricados antes de prazos determinados. A decisão ocorre após a identificação de descumprimentos de requisitos de Boas Práticas de Fabricação.
O caso teve início no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a retirada de circulação e a suspensão da fabricação de todos os itens da Ypê cujos lotes terminassem com o número 1. A fiscalização, realizada em conjunto com órgãos de vigilância de São Paulo e de Amparo, identificou falhas nos processos de produção e no controle de qualidade, o que indicava risco de contaminação microbiológica.
No final de maio, após nova inspeção e a apresentação de um plano de ação pela Química Amparo (fabricante da marca), a agência autorizou a retomada da produção e a comercialização de itens fabricados a partir de 1º de abril de 2026. No entanto, a restrição para os produtos fabricados anteriormente a essa data foi mantida até a comprovação de segurança por meio de laudos laboratoriais.
O que permanece suspenso
De acordo com as resoluções publicadas nesta segunda-feira, a suspensão de comercialização, distribuição e uso permanece em vigor para os seguintes produtos com final de lote 1:
Desinfetantes (Bak Ypê e Pinho Ypê): Todos os lotes fabricados antes de 1º de março de 2026;
Lava-Louças Líquidos (Versões: Com Enzimas Ativas, Tradicional, Concentrado Green, Clear e Toque Suave): Todos os lotes fabricados antes de 1º de março de 2026;
Lava-Roupas Líquidos (Tixan Ypê e variações): Todos os lotes fabricados antes de 1º de abril de 2026. A lista inclui as versões Combate Mau Odor, Cuida das Roupas, Antibac, Coco e Baunilha, Green, Express, Power Act, Premium, Maciez e Primavera;
A Anvisa esclareceu que a medida preventiva é necessária devido ao descumprimento de normas previstas na RDC nº 47/2013. A agência ressaltou que lotes fabricados após os períodos citados apresentaram laudos de análise satisfatórios, o que permitiu a liberação de venda para as unidades mais recentes.
Para os lotes que continuam suspensos, a restrição só será levantada à medida que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados que comprovem a ausência de riscos à saúde.
Orientações ao consumidor
Os produtos pertencentes aos lotes suspensos devem ser mantidos armazenados em local seguro pelo consumidor ou comerciante. A orientação é que esses itens não sejam utilizados nem descartados de forma imediata, aguardando novas diretrizes sobre a liberação ou recolhimento definitivo por parte da fabricante.






