A milícia que incendiou 35 ônibus e um vagão de trem em represália à morte de um de seus chefes é bem diferente da que surgiu há 40 anos.
O primeiro grupo paramilitar se formou em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no fim dos anos 80. Carregava o mote de “proteger” o cidadão da ofensiva do tráfico de drogas — tanto que o consumo de entorpecentes era proibido. Mais a oeste, nascia na década de 2000 a Liga da Justiça, em moldes semelhantes aos de Rio das Pedras.
Hoje, ex-rivais são aliados e impõem narcomilícias em diferentes regiões. As parcerias também visam à disputa de territórios, que invariavelmente leva a tiroteios, deixando comunidades inteiras acuadas.
Praticamente não há mais diferença entre os métodos e ações de milicianos e o de traficantes. Todos cobram taxas, controlam serviços, lucram com venda de drogas e mantêm um regime de medo por onde passam.
Fonte: G1






