Laudo aponta presença de inseticida em homem morto após intoxicação coletiva em Pariconha

29 de julho de 2026

A Polícia Científica de Alagoas, por meio do Laboratório de Química e Toxicologia Forense, concluiu a análise das amostras biológicas da vítima Gilberto Alves Vicente, de 36 anos, coletadas durante o exame de necropsia realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca. O exame integra a investigação sobre a suposta intoxicação coletiva registrada no último fim de semana, no município de Pariconha.

De acordo com o perito criminal Thalmanny Goulart, chefe do Laboratório Forense da Polícia Científica, foi identificada nas amostras a substância metomil, um inseticida de uso agrícola que atua no sistema nervoso, podendo causar intoxicação grave ao provocar o acúmulo de acetilcolina no organismo.

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Entre os principais sintomas estão náuseas, vômitos, diarreia, dificuldade respiratória, alterações cardíacas, tremores, fraqueza muscular e, em casos mais graves, paralisia da musculatura respiratória, com risco de morte. A substância é autorizada para uso agrícola no Brasil, e sua classificação toxicológica varia conforme a formulação do produto, sendo considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um agrotóxico altamente perigoso.

A Polícia Científica reforça que todos os exames laboratoriais são realizados seguindo rigorosos critérios técnico-científicos, fundamentais para assegurar a confiabilidade dos resultados e fornecer elementos que subsidiem a investigação conduzida pela Polícia Civil. O resultado da análise já foi comunicado ao delegado regional Rodrigo Cavalcante e ao delegado Carlos Melro, que adotarão as providências cabíveis para o prosseguimento das investigações.

O laudo também foi encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), para subsidiar a definição das condutas médicas mais adequadas no atendimento aos pacientes intoxicados. A identificação da substância é essencial para direcionar o tratamento de forma mais rápida e eficaz, aumentando as chances de recuperação dos pacientes e contribuindo para a redução de possíveis complicações decorrentes da intoxicação.

Em relação à bebida apreendida pelos órgãos de fiscalização e às amostras biológicas coletadas dos pacientes sobreviventes que permanecem internados, a Polícia Científica informa que o material está em processo de análise pericial no Laboratório de Química e Toxicologia Forense. Os respectivos laudos serão concluídos em breve e encaminhados às autoridades competentes, dentro dos prazos legais.

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