A sambista Adriana Araújo faleceu nesta segunda-feira (2/3), no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, após sofrer um aneurisma cerebral. A informação foi confirmada por meio de nota divulgada nas redes sociais.
Segundo o comunicado, Adriana passou mal em casa no último sábado (28/2), chegou a desmaiar e foi socorrida para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Diante da gravidade do quadro, ela foi transferida para atendimento hospitalar, mas não resistiu às complicações.
Diante da comoção causada pela morte da artista, o Portal LeoDias ouviu um especialista para esclarecer os riscos da condição. De acordo com o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, o aneurisma cerebral pode se desenvolver de forma silenciosa e passar despercebido por anos.
“O aneurisma é uma dilatação anormal na parede de uma artéria do cérebro. Em muitos casos, ele não provoca sintomas, e a pessoa pode conviver com essa condição sem saber”, explica o médico.
O alerta maior, segundo o especialista, ocorre quando há a ruptura. “Quando o aneurisma se rompe, acontece um sangramento dentro do cérebro, o que configura uma emergência médica. Os sinais mais comuns são dor de cabeça súbita e intensa, desmaio, náuseas, vômitos e alterações neurológicas”, detalha.
Entre os principais fatores de risco estão hipertensão arterial, tabagismo, histórico familiar e algumas condições genéticas. “Manter a pressão controlada, não fumar e realizar acompanhamento médico regular são medidas fundamentais, especialmente para pessoas com maior predisposição”, orienta Espíndola.
O neurocirurgião também reforça a importância de buscar ajuda imediata ao surgirem sintomas suspeitos. “Uma dor de cabeça muito forte, de início repentino e diferente do padrão habitual, deve ser avaliada com urgência. O atendimento rápido pode ser decisivo”, conclui.
A morte de Adriana Araújo reacende o alerta para a conscientização sobre o aneurisma cerebral e a importância do diagnóstico precoce e do acesso rápido aos serviços de saúde.






