O Brasil enfrenta uma intensa onda de calor que vem elevando as temperaturas muito acima do padrão esperado para o início do verão. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram marcas próximas de 8 °C acima da média histórica para o período.
As informações aparecem em mapas que mostram as chamadas anomalias de temperatura, indicador que compara os valores registrados com a média climatológica. Nas imagens, as áreas em tons de laranja e vermelho indicam calor excessivo — quanto mais escura a cor, maior o desvio positivo. Já os tons azulados representam regiões com temperaturas abaixo do normal.
De acordo com os meteorologistas, o destaque desta onda de calor não é apenas a elevação das temperaturas, comum no verão, mas a intensidade fora do padrão. Em São Paulo, por exemplo, os termômetros marcaram mais de 36 °C nesta sexta-feira (26), quando a média histórica para o período gira em torno de 28 °C. No Rio de Janeiro, os termômetros chegaram a 37,6 °C, quase 8 °C acima do normal.
📊 Diferença entre o esperado e o registrado
- São Paulo: +7,8 °C
- Rio de Janeiro: +7,6 °C
- Curitiba: +6,5 °C
- Belo Horizonte: +5,9 °C
Esses valores colocam as capitais entre as mais afetadas pelo calor extremo no país.
Segundo os especialistas, o pico da onda de calor deve se estender até a próxima segunda-feira (29). Mesmo após esse período, estados como Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia ainda devem enfrentar temperaturas elevadas durante a primeira semana de 2026.
Algumas capitais ficaram fora da análise por falta de dados completos, como Aracaju, Belém, Florianópolis, João Pessoa, Porto Velho, Recife e Teresina. Campo Grande também não entrou no levantamento por não apresentar média consolidada para comparação.
A diferença entre a temperatura registrada e a média histórica — chamada de anomalia térmica — é o principal indicador utilizado para classificar a intensidade do fenômeno. Quanto maior essa diferença, mais extremo é o evento climático.
Especialistas alertam que episódios como este tendem a se tornar mais frequentes, reforçando a influência das mudanças climáticas e a necessidade de medidas de adaptação e prevenção em grandes centros urbanos.




