Nova espécie de dinossauro que viveu no Maranhão há 120 milhões de anos é descoberta por cientistas

16 de março de 2026

Cientistas brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova espécie de dinossauro gigante no país, um achado que pode ajudar a explicar antigas conexões entre continentes há mais de 100 milhões de anos. O animal, batizado de Dasosaurus tocantinensis, teria vivido durante o período Cretáceo e está entre os maiores dinossauros já identificados no território brasileiro.

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Os fósseis foram encontrados em 2021 durante obras de infraestrutura nas proximidades do município de Davinópolis, no estado do Maranhão. A descoberta foi detalhada em um estudo científico publicado neste mês na revista Journal of Systematic Palaeontology.

A pesquisa foi liderada pelo cientista Elver Mayer, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, com a colaboração de pesquisadores de diversas instituições brasileiras.

Dinossauro de até 20 metros

Entre os fósseis analisados pelos especialistas, um dos achados que mais chamou atenção foi um fêmur de aproximadamente 1,5 metro de comprimento. A peça foi fundamental para que os cientistas estimassem o tamanho do animal.

Com base nas análises, os pesquisadores acreditam que o dinossauro poderia alcançar cerca de 20 metros de comprimento, o que o coloca entre os maiores já encontrados no Brasil.

O paleontólogo Leonardo Kerber, da Universidade Federal de Santa Maria, que também participou do estudo, contou que a equipe percebeu rapidamente a dimensão do achado durante as escavações.

Segundo ele, conforme os trabalhos avançavam, ficou evidente que o osso encontrado era gigantesco. “À medida que a escavação avançava ao longo dos dias, começamos a ver a evidência desse enorme osso, que é o fêmur”, relatou o pesquisador.

Ligação surpreendente com a Europa

Os estudos também revelaram que o Dasosaurus tocantinensis possui uma relação evolutiva próxima com outro dinossauro encontrado na Europa, o Garumbatitan morellensis, descoberto na Espanha.

Essa ligação sugere que a linhagem do animal pode ter origem europeia. Os cientistas acreditam que os ancestrais desse grupo teriam se espalhado para a região que hoje corresponde à América do Sul há cerca de 130 milhões de anos.

Naquela época, partes da América do Sul, da África e da Europa ainda possuíam conexões terrestres. Esse cenário teria permitido a migração de diferentes espécies antes da abertura completa do Oceano Atlântico.

Origem do nome da espécie

O nome Dasosaurus tocantinensis faz referência à região onde os fósseis foram encontrados. A denominação inclui elementos ligados ao local da descoberta, especialmente ao Rio Tocantins, que passa próximo ao sítio fossilífero onde os restos do animal foram identificados.

Para os pesquisadores, a descoberta ajuda a ampliar o conhecimento sobre a diversidade de dinossauros que habitaram o Brasil e reforça evidências de como os continentes estavam conectados no passado remoto da Terra.

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