Pacientes que estavam internados no Hospital Sanatório, no bairro do Pinheiro, em Maceió, quando a unidade foi evacuada em novembro de 2023 devido ao risco de colapso da mina da Braskem procuraram a Defensoria Pública de Alagoas para denunciar que estão sem tratamento médico desde então.
Um desses pacientes é o aposentado Benedito Souza da Silva, que foi submetido a cirurgia pelo SUS no Sanatório e foi mandado para casa por causa da evacuação do hospital. Desde então, ele não consegue marcar a remoção de um cateter colocado durante a cirurgia.
O aposentado disse que sente dores e urina sangue todos os dias. “Tem hora que isso coça. Isso dói. É uma agonia”, disse.
Diante das denúncias, o coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva, o defensor público Ricardo Melro, entrou com uma ação pública coletiva para que a Justiça obrigue a Braskem a custear o tratamento médico desses pacientes.
Na época da evacuação, a direção do Sanatório e a Secretaria Municipal de Saúde informaram que 446 pacientes foram transferidos para outras unidades. Desse total, 350 fazem hemodiálise.
Segundo o defensor público, o SUS não absorveu vários desses pacientes que precisam dar continuidade aos tratamentos.
“A população está abandonada, sentindo dor. Há relatos de sangramento constante no cateter! É forçoso constatar que a população está sem resposta, completamente esquecida pelos Entes Públicos e, como se não bastasse, sem qualquer respaldo da empresa Braskem”, disse Ricardo Melro.
Por meio de nota, a Braskem afirmou que os pacientes que eram atendidos no Hospital Sanatório foram transferidos para outras unidades de saúde pela Secretaria Municipal de Saúde, juntamente com a administração do hospital.
Fonte G1






